quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Long-term Change

Acho realmente estranho como mudamos. Tenho a sensação de que não é o mundo que está girando, apenas nós. Paro pra pensar em várias situações da vida em que já fui coadjuvante e outras que fui protagonista, aliás na minha memória encontra-se com
maior nitidez, apesar da minha grande naturalidade em observar, os episódios como protagonista, isso às vezes me assusta,me faz rir, chorar, ou até mesmo me acalma, raramente. O mais intrigante é que quando vivo alguma situação parecida ou mesmo sem querer, a acompanho ou observo, assim me sinto madura, e sei exactamente o que faria naquele momento. Cheguei a suposição de que quem da voltas somos nós, pois muitas situações semelhantes irão acontecer ao longo da vida, e é nessas, que precisaremos usar nosso "aprendizado" das lições anteriores, sejam erradas, corretas, humilhantes, deprimentes, motivadoras e assim por diante. Acredito muito no exemplo dado, ao longo desses 23 anos venho compreendendo o que realmente vale a pena em qualquer relação, em qualquer nível, e descobri que em primeiro lugar precisamos ouvir, antes mesmo de julgar ou tirar as próprias conclusões dos fatos, nós seres humanos somos egoístas por natureza, até mesmo sem querer, ou na maioria das vezes querendo, depende de suas reais intenções.
O consciente está sempre à trabalho, ou do contrário estaríamos todos manicomizados, isso soa engraçado, mas na minha concepção as pessoas disfarçam na maior parte do
tempo com medo de si mesmas.Gastam seu tempo e energia sendo o que não são.Há vontade por dentro, mas uma palavra simples e que desde que comecei a entender melhor a vida e as pessoas, me soa naturalmente, insegurança. Se sentem inseguras e reprimem o seu verdadeiro eu, independente se seu carácter, medo de assumir e correr os riscos que podem surgir.
Não tenho a grande capacidade de saber tudo, infelizmente.Se soubesse, sairia dando aulas gratuitas de humanidade ao invés de ensinamentos fúteis como etiqueta, dentre outras que andam exigindo por aí, como se fossemos bonecos de fantoche, mas não somos.Quer dizer, muitos se permitem ser. Bem, concordo que uma postura contribui
em muitas situações na vida, mas a autencidade faz parte de cada um, afinal ninguém é igual. As semelhanças existem, eu por exemplo já conheci e conheço pessoas no qual
encontro semelhanças de pensamentos e até mesmo de atitudes, mas que não nos faz iguais. Adoro a diferença é nelas que aprendo, na discreta observação dos atos, afetos, decretos, diálogos. Observo cada palmo ao meu redor, após o foco de observação, vem a análise que é totalmente pessoal, sem julgamentos, às vezes alguns, através do meu ponto de vista, mas sem prejudicar o próximo com intenções malíciosas, possuo minha discrição, meu silêncio. Minha expressão sempre foi uma arma, para me defender ou para me dar de bandejas em certas ocasiões, mas com o tempo percebi que a transparência é benéfica quando se usada de acordo com o contexto, conheço muita falcatrua, muitos atores perdidos, eles já não me convencem mais, deixo minha atuação para o palco no qual me sinto bem fantasiando a minha vida, fora dele vivo a realidade, a minha realidade. Não costumo envolver pessoas no meu cotidiano íntimo e quando envolvo com certeza vira merda.
Consigo ver nos olhos de um sofredor o álibi que ele utilizar para se fazer de forte, não resolve demonstrar é preciso encarar a dor e qualquer outro sentimento ruim,
assim como é maravilhoso expressar os bons. Chorar é como sorrir, as sensações podem alternar, mas ambos fazem bem a alma. Tenho aprendido sobre a moderação. Nunca fui
uma pessoa muito moderada, sempre exagerada, até mesmo no tamanho, totalmente precoce, minha mãe disse que até mesmo para nascer eu tive pressa, sim, nasci com 7 meses, comecei a falar com 8 meses e a andar com 9, it's true, por incrível que pareça. A cada dia tenho sentido um gosto diferente da maturidade, tenho aprendido a caminhar com passos curtos, mesmo que haja aquela ânsia no qual é difícil explicar, mas não muito de compreender, voar...

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