sexta-feira, 10 de julho de 2009

O que se tornava estável a cada dia, começou a se desmoronar de repente. Sei que toda mudança tem uma conscequência, mas o que não entendo é como tudo isso começou.
Tenho vivido para o trabalho, e isso não é um lamento, apesar do cançaso, esse trabalho àrduo tem um propósito. O fato é que até eu vir pra cá, tudo parecia calmo aqui dentro, estava inspirada e acreditando mais uma vez que seria diferente.
Tenho desconhecido essa pessoa, as mudanças vem naturalmente e mesmo que as conscequências venham não perco a esperança de que sempre melhorará.
Talvez eu não tenha que crescer sozinha, sem ter que conviver e dividir algo com alguém intimamente. Ou talvez não, é apenas o efeito da decepção.
Sinto falta da minha adolecência, quando tudo era tão mais intenso, mais vivo, eu era intensa. Ontem não caiu nenhuma lágrima, tinha me preparado psicológicamente. Mas preferiria ter chorado rios naquele momento. Me doeu, me calou, me secou.
Hoje sou mais fria, a intensidade a cada dia se vai um pouquinho com um adeus nítido, a pureza e a emoção fugiram sem dizer pra onde iam.
Dentre os sorrisos, dentre as juras, um fantasma de dor e angustia tem me assom brado. Estou almejando respirar, me livrar desse ar pesado que tenho respirado.
Quero escrever coisas bonitas, acordar e fazer um café, ler os livros que estão encostados empoeirando, passear mesmo que perto, rir de coisas bobas, fazer amor sem querer intenrromper. Quero relaxar, cuidar de mim, dormir e acordar bem, tomar meu cappucino. Tenho sentido saudade dessas coisas, não necessariamente sozinha, mas uma compania que se habilite a relaxar comigo, que converse, me conte casos da infância e bobisse da vida em si. Quero sorrir, brincar mesmo de ser feliz.
Estou voltando a ficar amarga, como se o doce tivesse azedado... e eu sou tão doce, na minha verdadeira essência, a doçura existe em mim, quando sou conquistada, a intensidade retorna.
Quero fazer diferente, fazer para refazer, pois o amor ainda habita meu peito, só a forma de utiliza-lo que precisa ser mudado.
Eu tento até meu coraçao dizer sim, ou não.
Tempo ligado pra ir ou parar.

1 comentários:

cris disse...

é amiga, acho que esta coisa de saudade da adolescência vale pra mim também.

a certeza de que antes eu era mais intenso, criativo, belo, vivo e cheio de futuro ronda os meus dias há alguns meses. talvez seja um mau que nos acomete no início da maioridade. ou talvez seja apenas uma coincidência que se fez na vida de dois amigos.

meu remédio tem sido reler meus livros, ouvir de novo bandas bobinhas e ver fotos. mas acho que seria bom uma terapia em dupla com capuccinos, nostalgia e muita risada. vamos nos juntar?

um beijo. te amo.